23.1.07
PAC e os prestadores de serviço em saúde.
A constituição brasileira determina que todos são iguais perante a lei. Assim como muitas outras citações da constituição, essa, pelo jeito, é mais uma que não emplaca. No momento em que o governo lança um pacote que tem por objetivo alavancar a economia do paÃs - os prestadores de serviço, profissionais liberais e micro/pequenos empresários (aonde nos inserimos), são desprezados. Lembro que esses segmentos são, e continuarão sendo, os maiores arrecadores de impostos do paÃs. Também representam um dos principais segmentos empregadores e distribuidores de renda.
Felizes os donos de construtoras, os vinculados ao setor dos eletroeletrônicos, os da indústria de base e “os amigos do poder”. A eles todo o dinheiro e todo o incentivo, enquanto nós seguiremos mais e mais tributados - talvez “pagando pelos outros”. Aos colegas da medicina, fisioterapia, nutrição, odontologia e outros segmentos da saúde - o tÃtulo de “pagadores passivos de mais e mais tributos”, que sustentem os demais segmentos e o voraz governo, vem bem a calhar.
Enquanto isso a solução da saúde está no centralizador investimento em projetos como o Brasil Sorridente, o Saúde da FamÃlia, etc. Lembro que se criarmos um “pacote de aceleração” que inclua a desoneração dos prestadores de serviço, obterÃamos um “alcance social” que incrementaria o acesso ao atendimento particular e/ou privado - pois os preços desabariam e tornariam os tratamentos “mais acessÃveis”. Isso teria um alcance muÃtissimo mais abrangente do que todos esses programas juntos. Programas sociais são importantes, mas nunca representaram a “única via de solução” dos problemas - em educação, saúde ou qualquer outro setor - como continuamos observando. Que tal os segmentos que representam os prestadores de serviço comprarem a briga e lutarem com as mesmas ferramentas do empresariado beneficiado pelo PAC ? Afinal, o Brasil não é um paÃs de todos?
criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes
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