SAÚDE BUCAL EM FOCO

O blog do Prof. Rodrigo Bueno de Moraes é um canal aberto à discussão sobre as questões da saúde bucal e sobre a relevância dos temas da saúde para o cotidiano e a qualidade de vida.

28.2.07

Vitaminas e a longevidade

Se isso for uma comprovação científica tudo vai mudar na ciência, tenham certeza. A notícia destaca que as vitaminas ‘podem encurtar a vida’. Agradeço a Sra Maria Angêla B Romanello por sugerir o destaque.
( o texto da matéria foi publicado pela BBC, em Londres, e destacado pelo site UOL)

Milhões de pessoas ingerem suplementos de antioxidantes tais como as vitaminas A e E, e betacaroteno. Ao analisar dezenas de estudos anteriores, especialistas da Universidade de Copenhagen sugerem que estas substâncias aparentemente, ao contrário do que se espera delas, aumentam, e não diminuem, o risco de morte.

Um especialista da indústria de suplementos, entretanto, disse que o estudo da Journal of the American Medical Association “é rídiculo”.

Dieta balanceada
Mas nutricionistas dizem que o estudo reforça a necessidade de que as pessoas adotem uma dieta balanceada ao invés de depender de suplementos.

Embora suplementos de vitaminas sejam populares há várias décadas, não se sabe ao certo se oferecem benefícios, e quais seriam, apesar de centenas de projetos de pesquisa sobre o assunto.

Teorias mais recentes sugerem que determinadas vitaminas consumidas como parte de uma dieta saudável - e talvez tomadas na forma de suplementos - podem prevenir danificações em tecidos no organismo ao eliminar as moléculas conhecidas como “radicais livres”, que seriam a causa do fenômeno conhecido como “estresse oxidativo”.

Estes danos foram relacionados a vários males como doenças cardíacas e câncer, mas a implicação de que suplementos de vitamina podem proteger as pessoas contra essas doenças seja controvertida.

Estudo
A equipe de Copenhagen revisou mais de 815 testes clínicos sobre os benefícios das vitaminas A, E e C, de betacaroteno e selênio - todos muito usados em suplementos.

Eles selecionaram 68 testes cujos métodos tinham maior probabilidade de produzir um quadro preciso dos benefícios das vitaminas, depois juntaram seus resultados para formar um estudo de larga escala.

Esta análise sugeriu que tomar suplementos antioxidantes não aumenta ou reduz o risco de morte.

Mas, quando os pesquisadores eliminaram mais 21 estudos considerados levemente tendenciosos, o quadro mudou bastante.

O risco de morte não mudou entre consumidores de selênio e vitamina C, mas um aumento estatisticamente significativo de risco foi detectado em outros três suplementos.

O betacaroteno resultou em um aumento de risco de aproximadamente 7%, vitamina E, 4% e vitamina A, 16%. Os pesquisadores escreveram: “Nossos resultados contradizem os de estudos de observação que afirmam que antioxidantes melhoram a saúde.”

“Levando em conta que, de 10% a 20% da população adulta na Europa e América do Norte pode consumir os suplementos, as conseqüências para a saúde pública podem ser substanciais.”

Eles disseram que há várias explicações diferentes para este aumento do risco - e sugeriram que eliminar “radicais livres” pode, na verdade, interferir com um mecanismo de defesa antural dentro do organismo.

A equipe pediu mais pesquisas sobre os efeitos dos suplementos de vitamina sobre a saúde.

“Dieta balanceada”
Frankie Phillips, um nutricionista da Associação Dietética Britânica, disse que os alimentos contem uma matriz complexa de diferentes componentes que não podem ser copiados por suplementos.

“Nossa recomendação é comer uma ampla gama de alimentos em uma dieta balanceada que pode fornecer todos os nutrientes de que o organismo necessita para se proteger e combater doenças.”

Ella Mason, da Fundação Britânica do Coração, disse: “Nós recomendamos que sejam consumidas substâncias para proteger contra doenças cardíacas, sejam suplementos dietéticos ou drogas, que tenham comprovação em testes clínicos bem feitos.”

Mas Ann Walker, do Serviço de Informações de Suplementos para a Saúde, disse que as conclusões do estudo são “inúteis”.

Segundo ela, alguns dos estudos examinados pela equipe de Copenhagen envolveram pacientes que já estavam muito doentes.

“Como cientistas conscientes podem sugerir que uma intervenção modesta de um único suplemento antioxidante possa ter um grande efeito na reversão de uma patologia letal, onde pacientes já estão em um estágio avançado de doença cardiovascular, é ridículo.”

“Suplementos de vitaminas, minerais e dietéticos não apenas se provaram benéficos para a saúde, mas são essenciais para a manutenção da boa saúde e podem cobrir a defasagem nutricional para muitas pessoas na Grã-Bretanha em cujas dietas costumam faltar nutrientes essenciais.”

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    17:20:18 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

Serra acertou na Fundação Zerbini ?

O governo estadual aceitou assumir a dívida da Fundação Zerbini em troca do cumprimento de uma série de encargos de natureza admnistrativa que visam sanear a situação de penúria econômica/admnistrativa da instituição,além de criar um eficiente sistema de gestão para esse importante segmento. Atualmente ela está atolada em uma dívida de R$245 milhões. A Fundação, que é responsável pelo funcionamento de parte do INCOR e do HC, além de colaborar com a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, não poderia entrar em estado de insolvência, devido a sua importância para o desenvolvimento da saúde em SP e no Brasil. Ao mesmo tempo não poderia continuar sendo gerida como uma espécie de “repartição pública dos anos 60″. Acredito que o governador tenha acertado a mão e atendido a necessidade maior da sociedade. Só espero que o dinheiro, que sairá dos nossos bolsos, não vá para o ralo e a nova gestão da Zerbini de provas sobre o meu palpite…

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    08:42:04 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

27.2.07

Um blog bom de boca

Visitem o http://droliv.blog.uol.com.br/. O Dr. Luciano, seu idealizador, realiza um trabalho muito bonito e competente. Parabéns ao colega e viva mais esse canal de acesso a saúde bucal!

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    16:54:53 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

Cirurgia e ortodontia:em busca da estética facial

É o título de um evento programado para os dias 25 e 26 de maio de 2007 no IEP - Instituto de Ciência e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Esse evento é uma promoção da APCD Jardim Paulista e irá reunir grandes nomes das especialidades. É uma enorme oportunidade para discutir os limites, muito amplos, da busca pela estética em odontologia. Esse tema deixou de se resumir às restaurações em “resina branquinha” ou aos “clareamentos dentários”. Atualmente, a estética é uma possibilidade bem mais ampla e decorrente do esforço conjunto de várias disciplinas da odontologia. Vale conferir!

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    16:43:20 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

26.2.07

A volta após um longo feriado…

Estamos de volta grandes amigos desse blog. Após uma temporada em que estive me dedicando à família durante o carnaval, voltei cheio de força e de saudades de vocês. Como o calor não vem dando trégua, desde o final do ano de 2006, matérias como as da Folha de São Paulo de domingo tem reforçado os cuidados com a prevenção e o tratamento das micoses e outras doenças fungicas, que ganham força com esse clima quente e úmido que está “tomando conta” de boa parte do país. Não deixe de se informar com um dermatologista da sua confiança sobre os procedimentos preventivos e curativos desse problema. Uma micose (ou infecção por fungos) mal tratada, pode se tornar um problema crônico e desagradável.

Saudações a todos

Rodrigo G Bueno de Moraes

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    14:01:19 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

15.2.07

Contradições que atrasam um país

No dia de hoje o presidente do Brasil afirmou:

- " Os países devem ajudar seus parceiros mais pobres, como o caso da Bolívia, oferecendo melhores condições e investimentos mais altos".

Espero que essa `nova máxima` seja aplicada na " pobre da educação" , que segue esquecida pelas mentes dos nossos líderes, e na "pobre da saúde", que não dispõe sequer de recursos para a recuperação das Santas Casas do país. Isso sem falar na " pobre da segurança pública e da justiça " que não conseguem punir criminosos bárbaros,como os que assassinam crianças e roubam os cofres do país…

Ou será que a regra só se aplica para a o presidente da Bolívia e seus amigos quebradores de contratos ?… 

Sr. presidente, estamos cobrando as bondades prometidas aos necessitados, em especial aos que vivem pelo nosso país… Pedimos, no mínimo (desculpem a ironia), tratamento igual ao oferecido aos bolivianos… Que tal mais 100 milhões anuais em investimentos para cada um dos setores que enumerei? Especialmente quando as notícias, dos principais veículos de comunicação, mostram que o seu governo irá cortar 6 milhões de reais em investimentos na saúde, durante o ano de 2007.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    19:29:45 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

11.2.07

Cuidados bucais para os foliões de 2007

Ao contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).  E em alguns casos, uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico. O alerta é do consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional), Pantelis Varvaki Rados. Ele também é professor de Patologia Básica do Departamento de Odontologia Conservadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Desconhecimento

Segundo a literatura científica internacional, muitos pacientes sequer consideram sexo oral como um autêntico intercurso sexual. Uma pesquisa publicada no jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA em 2002 revela que 60% dos universitários entrevistados não consideravam o contato oral-genital como prática sexual. E mais de 55% dos adolescentes consultados admitiram praticar atos de sexo oral.   

Noventa por cento dos que contraíram o componente oral de uma DST – como gonorréia – eram provavelmente assintomáticos (não apresentam sinais evidentes de contágio). Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema gengival e hemorragia. Estes sintomas lembram os sinais de outra doença, a dolorosa gengivite necrosante ulcerativa. Esta doença, ao contrário da gonorréia, tem um odor desagradável.

Números das DSTs

Alguns pacientes com manifestações orais de DSTs também apresentam sintomas parecidos com os de uma gripe. È possível ainda que uma DST possa permanecer assintomática na boca.

Segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde referentes a 2003. a sífilis acomete  937.000 pessoas; gonorréia, 1.541.800; clamídia, 1.967.200; herpes genital, 640.900; e HPV,  685.400.

Para reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) orienta os pacientes a seguir as instruções das autoridades de saúde: praticar sexo seguro e usar camisinha ou barreira de látex.

Beijos no carnaval

O carnaval vem aí e além de pular bastante muito súdito de Momo gosta de “ficar” com o maior número de parceiros casuais possível. Porém, a Associação Brasileira de Odontologia  alerta sobre o risco da promiscuidade. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis pelo beijo. A mononucleose (doença do beijo), cárie, gengivite, candidíase (sapinho), herpes labial, tuberculose, hepatite e até as sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia podem passar de um “ficante” a outro.

Prevenção

Para não ter surpresas desagradáveis pós-carnaval, a ABO recomenda aos foliões cuidar bem da higiene bucal e visitar regularmente o dentista. Um exame clínico de rotina é capaz de identificar os primeiros sintomas das manifestações bucal de DSTs, por exemplo.

Essa matéria foi publicada pelo excelente www.jornaldositeodonto.com.br e pode ser acessada com mais detalhes nessa página.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    13:47:56 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

7.2.07

O grande vilão das doenças bucais

Quem seria o ator principal de um eventual filme chamado “Doenças Bucais - cáries e gengivites”? Às vésperas do Oscar - a grande festa do cinema mundial - posso garantir que esse competente profissional iria merecer um grande prêmio, por se tratar de um “vilão com extrema habilidade”. Estamos falando do famoso tártaro, por vezes chamado de cálculo no meio profissional. Na realidade, trata-se da placa bacteriana (ou biofilme dental) que endurece sobre a superfície dos dentes às custas do cálcio presente na saliva. O tártaro também pode se formar sob a gengiva e irritar os tecidos gengivais, colaborando para a gengivite.Essa doença pode evoluir para a periodontite e culminar com a perda de osso e a perda do(s) dente(s) em caso de não haver tratamento.

Além disso, o tártaro dá à placa bacteriana um espaço maior e bastante propício para o seu crescimento, o que pode levar a outros problemas como as cáries.
O tártaro não só prejudica a saúde dos seus dentes e gengivas, mas também é um problema estético. Substância porosa, o tártaro absorve as manchas com mais facilidade. Assim, para aquelas pessoas que fumam ou tomam chá ou café, é ainda mais importante que evitem a formação do tártaro.

Como identificar se tenho tártaro?
Ao contrário da placa bacteriana que é uma película incolor, o tártaro é uma formação mineral facilmente visível, se estiver acima do nível da gengiva. O sinal mais comum é uma cor marrom ou amarela nos dentes na região da margem gengival. Só o dentista pode diagnosticar e remover o tártaro.

Como impedir a formação do tártaro?
Somente a higienização correta (com escovas e fio dental - no mínimo 2 x ao dia para os adultos), podem reduzir a formação da placa bacteriana e do tártaro. Depois de formado, só o dentista pode retirar o tártaro dos dentes. O processo de retirada do tártaro é feito com instrumentos especiais e é conhecido como “raspagem”. A utilização diária de cremes dentais (em quantidades adequadas) parece uma medida complementar satisfatória do cuidado bucal diário.

(Maiores detalhes no www.sobrape.org.br)

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    14:02:24 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

6.2.07

Saúde Bucal e Saúde do Corpo no.2

Estudos recentes salientam que o tratamento das infecções dentárias, principalmente as que acometem as gengivais, pode colaborar para a diminuição dos níveis glicêmicos saguíneos (níveis de açucar circulante) - nos portadores do diabete melito. Esses dados são mencionados, entre outros, pelos estudos de Rodrigues e colaboradores (2003) e do, especialista brasileiro, Dr. Christian Wehba e colaboradores (2005). Essas avaliações, em geral, incluem terapias que conciliam o tratamento para a descontaminação profissional dos dentes (em associação com medicamentos para o controle da infecção) com os cuidados bucais diários. Em 1993, a OMS reconheceu a doença periodontal como a 6a. causa de complicação do diabete. Portanto as doenças gengivais (periodontais) podem afetar e serem afetadas pelo diabete melito.Maiores informações no site www.perio.org (em inglês) ou pelo site www.sobrape.org.br.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    13:48:36 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

5.2.07

Cirurgia de redução do estômago pode afetar a boca

Pesquisadores brasileiros avaliaram pacientes submetidos à cirurgias de redução do estômago e verificaram que, o grupo analisado, apresentou, após cinco anos ou mais, um considerável ganho de peso. Além disso, outros distúrbios também foram observados no mesmo período, após a operação, entre eles o alcoolismo, anorexia, bulimia, bruxismo, aumento excessivo de cáries e dentes quebradiços.

As informações seguem sendo coletadas e interpretadas por um grupo de estudo multidisciplinar do Hospital das Clínicas (HC) - da Faculdade de Medicina da USP. O objetivo do estudo, ainda em andamento, é demonstrar que só a cirurgia, que é feita no hospital há nove anos, não basta para o sucesso do tratamento utilizado para a diminuição drástica do peso.

Segundo a psicóloga Marlene Monteiro da Silva, de um grupo de pacientes operados entre cinco e nove anos atrás, 13% voltou a um estado de obesidade mórbida, com um índice de massa corpórea (IMC) superior a 40. O IMC é obtido dividindo-se o peso da pessoa pela altura ao quadrado. No total, 64,15% voltou a ser obeso, com um IMC maior que 30.

Após a cirurgia, espera-se que o paciente emagreça a quantidade almejada e, depois, engorde dez quilos novamente. Porém, entre os 53 pacientes pesquisados, 58,5% ganhou mais que dez quilos, 39,6% mais de vinte quilos e 13,2% engordou mais de trinta quilos. Somente 7,84% dos pacientes mantiveram o peso ideal ou emagreceram demasiadamente (nos casos de bulimia e anorexia).

“Tratam-se de resultados brutos e ainda não foram feitos estudos estatísticos. Os dados não foram correlacionados com as questões orgânicas e a integridade da cirurgia. Mas não deixa de ser um alerta a pacientes e médicos: a cirurgia não deve ser entendida como uma fórmula mágica”, explica Marlene.

Compulsão
De acordo com o médico e coordenador do grupo, Bruno Zilberstein, o estudo pretende mostrar que a operação não é o fim do tratamento. “Esses pacientes podem substituir uma compulsão por outra. O segredo para o sucesso é o acompanhamento”, explica.

Para Marlene, o caso do alcoolismo, observado em 18% dos mesmos 53 pacientes estudados, é um dos exemplos da troca de compulsão. As pessoas começam a aproveitar o benefício social do emagrecimento - diferentemente da condição anterior, na qual elas não saíam de casa - passando, assim, a beber excessivamente.

“A obesidade, porém, é um sintoma de problemas anteriores a isso. Existe, no obeso, a necessidade de se esconder de alguma coisa que vai ser descoberta somente após a cirurgia”, conta a psicóloga, acrescentando que perto de 80% das pessoas apresentam um quadro de depressão tanto antes quanto depois da cirurgia.

“A pessoa passa a comer menos porque o estômago não admite maior volume de alimento, e não porque tenha deixado voluntariamente o hábito de comer em grandes quantidades”, observa o médico Joel Faintuch. Os retrocessos na perda de peso, segundo ele, vêm também pelo fato de o estômago operado ainda ter a capacidade de se dilatar, “podendo ampliar seu volume em até quatro vezes”.

Problemas bucais
Os dados à respeito dos distúrbios odontológicos mostram que metade dos pacientes retornou ao médico com alguma queixa dessa natureza. Cerca de 80% dos submetidos, à intervenção cirúrgica para a redução de estomago, estavam com os dentes quebradiços e 60% apresentavam um aumento no número de cáries. Esses problemas foram observados tanto em pacientes vindos do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto de planos de saúde particulares, o que mostra que a situação está pouco ligada à classe socioeconômica dos pacientes

Segundo a dentista Vera Lúcia Kogler, os motivos exatos desses problemas ainda estão sendo estudados. “Porém, isto pode estar relacionado com um problema na absorção de nutrientes já observado; com refluxos gastro-esofágicos; com um ressecamento da boca, fruto da medicação administrada ou ainda com vômitos”.

A matéria é uma adaptação do texto de Rafael Veríssimo - Agência de Notícias USP - 07/07/05 (Boletim 1662).

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    18:33:51 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

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