11.2.07
Cuidados bucais para os foliões de 2007
Ao contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E em alguns casos, uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico. O alerta é do consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional), Pantelis Varvaki Rados. Ele também é professor de Patologia Básica do Departamento de Odontologia Conservadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Desconhecimento
Segundo a literatura científica internacional, muitos pacientes sequer consideram sexo oral como um autêntico intercurso sexual. Uma pesquisa publicada no jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA em 2002 revela que 60% dos universitários entrevistados não consideravam o contato oral-genital como prática sexual. E mais de 55% dos adolescentes consultados admitiram praticar atos de sexo oral.
Noventa por cento dos que contraíram o componente oral de uma DST – como gonorréia – eram provavelmente assintomáticos (não apresentam sinais evidentes de contágio). Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema gengival e hemorragia. Estes sintomas lembram os sinais de outra doença, a dolorosa gengivite necrosante ulcerativa. Esta doença, ao contrário da gonorréia, tem um odor desagradável.
Números das DSTs
Alguns pacientes com manifestações orais de DSTs também apresentam sintomas parecidos com os de uma gripe. È possível ainda que uma DST possa permanecer assintomática na boca.
Segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde referentes a 2003. a sífilis acomete 937.000 pessoas; gonorréia, 1.541.800; clamídia, 1.967.200; herpes genital, 640.900; e HPV, 685.400.
Para reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) orienta os pacientes a seguir as instruções das autoridades de saúde: praticar sexo seguro e usar camisinha ou barreira de látex.
Beijos no carnaval
O carnaval vem aí e além de pular bastante muito súdito de Momo gosta de “ficar” com o maior número de parceiros casuais possível. Porém, a Associação Brasileira de Odontologia alerta sobre o risco da promiscuidade. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis pelo beijo. A mononucleose (doença do beijo), cárie, gengivite, candidíase (sapinho), herpes labial, tuberculose, hepatite e até as sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia podem passar de um “ficante” a outro.
Prevenção
Para não ter surpresas desagradáveis pós-carnaval, a ABO recomenda aos foliões cuidar bem da higiene bucal e visitar regularmente o dentista. Um exame clínico de rotina é capaz de identificar os primeiros sintomas das manifestações bucal de DSTs, por exemplo.
Essa matéria foi publicada pelo excelente www.jornaldositeodonto.com.br e pode ser acessada com mais detalhes nessa página.
criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes
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Comentário por luciano — 22.2.07 @ 22:16:42
Olá amigo, boa noite!
Gostei do formato e do cuidado que tem na atualização do seu blog…parabéns!
Gostaria que fizesse uma visite ao blog (http://droliv.blog.uol.com.br)que venho desenvolvendo e caso o agrade, que o divulgue pois são poucos os espaços hoje disponÃveis para discutirmos a odontologia livre de parcialidades.
Confira!
Obrigado e um abraço,
Luciano Oliveira DDS., MDSc
Comentário por Luiz Rodolfo — 26.2.07 @ 20:22:40
E não podemos esquecer de uma coisa: Em muitos lugares Carnaval tem tumulto, onde tem tumulto geralmente tem mais homem que mulher e onde tem mais homem que mulher, tumulto e bebida alcoólica tem briga. O primeiro lugar que está à vista dos briguentos é o rosto e assim que acontecem as avulsões e fraturas dentárias e nos casos mais graves as fraturas ósseas.
Muita gente não sabe como proceder no caso de uma avulsão dentária - quando o dente sai por inteiro devido ao trauma. O melhor jeito de proceder é: não esfregar o dente de maneira nenhuma. Apenas lavar com água - de preferência destilada - e deixar o dente em um copo com a mesma água destilada até chegar - o mais rápido possÃvel -ao profissional cirurgião dentista. Quanto mais rápido o dente for colocado de volta no local, melhores as chances de ele voltar à fazer parte da sua boca…se não…os Implantes estão aà para isso também.