25.9.07
Remédio para a memória
No artigo - Em busca da pilula da memória de fevereiro de 2007 (da revista Scientific Way), sob o tÃtulo: Perspectivas para o tratamento da perda cognitiva associada ao envelhecimento e doenças neurológicas, o Dr. Rafael Roesler - da UFRGS - cita que alguns medicamentos já estão em fase experimental em humanos.
Um grande número de estudos em animais demonstra que a substância adenosina monofosfato cÃclico (AMPc) é um mensageiro quÃmico fundamental para a facilitação da transmissão nervosa e a formação da memória. Compostos que aumentam os nÃveis cerebrais de AMPc estão sendo testados como potenciais “pÃlulas inteligentes”. Alguns deles já estão em fase inicial de testes em humanos.
O aminoácido glutamato é o principal transmissor quÃmico que ativa os neurônios e dá inÃcio à seqüência de eventos bioquÃmicos que permite o reforço das sinapses e a formação da memória. O glutamato age ligando-se a proteÃnas nas membranas dos neurônios, os receptores glutamatérgicos. Compostos chamados ampakinas, que estimulam de forma seletiva os receptores glutamatérgicos, estão em fase adiantada de testes clÃnicos e apresentam resultados promissores para o tratamento de disfunções de memória associadas ao Alzheimer e outras doenças neuropsiquiátricas.
Várias outras famÃlias de substâncias são importantes para regular a capacidade do cérebro de formar memórias e poderiam servir como base para o desenvolvimento de novos medicamentos. Estudos feitos pelo grupo desse pesquisador do Rio Grande do Sul, indicam que peptÃdeos (pequenas proteÃnas) da famÃlia da bombesina, encontrada na pele de sapos, ou substâncias sintéticas semelhantes a eles, podem melhorar a memória em animais de laboratório e prevenir a perda de memória em modelos animais de doenças neurológicas. A corrida pela “pÃlula da memória” começou. As vÃtimas de doenças neurológicas esperam pelo dia em que alguém consiga cruzar a linha de chegada.
criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes
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