10.7.08
OBTURAÇAO DE AMALGAMA É UM PROBLEMA?
De acordo com a Wikipedia, a principal agência de regulamentação de medicamentos do mundo, a FDA (Food and Drug Administration, ou, em uma tradução literal, Administração para Drogas e Alimentos) dos EUA, lançou nessa última semana um alerta sobre os materiais empregados nas obturações dentárias, usados para selar a cavidade causada pela cárie.
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O amálgama, que é utilizado nesse processo, por conter mercúrio, o metal lÃquido, pode oferecer riscos à saúde dos pacientes e profissionais. O alerta pode ser considerado uma significativa vitória para as entidades e pessoas que, durante anos, tem denunciado ser o amálgama responsável por uma série de doenças.
Segundo informou o FDA no seu alerta, “amálgamas dentais contém mercúrio, que pode ter efeitos neurotóxicos sobre o sistema nervoso de crianças em desenvolvimento e fetos; quando o amálgama é colocado e removido, ele libera vapor de mercúrio, que vai para a corrente sanguÃnea e para os órgãos”.
Atualmente, o FDA está fazendo uma revisão das suas regras para o uso do amálgama e pode até apresentar restrições ao seu uso ou mesmo recomendar a suspensão total. Alguns organismos e pesquisadores que estudam o assunto denunciam que o amálgama seria responsável por uma série de doenças, incluindo problemas cardÃacos e o mal de Alzheiemer.
De acordo com o Guia Prático sobre ResÃduos de Amálgama Odontológico, coordenado pelo professor Jesus Pécora e disponÃvel na internet, o amálgama odontológico é uma liga de mercúrio com limalha que contém prata, estanho, cobre sendo a fórmula dependente dos fabricantes. Algumas limas apresentam também Ãndio, zinco, platina e paládio.
Segundo o mesmo Guia Prático, o mercúrio causa prejuÃzo ao meio ambiente e aos seres vivos. O efeito do mercúrio na cavidade bucal pode provocar o sangramento gengival, a perda do osso alveolar, a perda dos dentes, o excesso de salivação, o mau hálito, gosto metálico, leucoplasias, estomatites e pigmentação nos tecidos. Os efeitos sistêmicos da contaminação pelo mercúrio podem ter reflexos cardÃacos, respiratórios, neurológicos, imunológicos, dentre outros.
O amálgama é um material restaurador bastante utilizado pelos dentistas na atualidade em razão do seu baixo custo, facilidade técnica, resistência ao desgaste e selamento marginal. Pela sua potencialidade tóxica para o profissional e o paciente, existe hoje uma crescente resistência ao seu uso odontológico. Devido a sua forma escura, o amálgama também não apresenta um efeito estético satisfatório. Em virtude disso, tem sido substituÃdo gradualmente pela porcelana e por resinas compostas, que possuem uma coloração mais parecida com a do dente. Observa-se que as resinas e porcelana são mais caras do que o amálgama e pouco duráveis.
Por ainda não ter um substituto de iguais ou melhores caracterÃsticas técnicas e econômicas, o mercúrio continua sendo utilizado em obturações dentárias em todo mundo. Cerca de 125 toneladas do metal são empregadas em consultórios odontológicos a cada ano, somente nos EUA. Nos paÃses onde ele já está proibido, o mercúrio está sendo substituÃdo pelo gálio. A Dinamarca e a Noruega baniram o uso no inÃcio do ano. A Suécia reduziu a utilização em cerca de 90% no decorrer da última década. Na Finlândia e no Japão já existem também severas restrições ao seu emprego.
O FDA continua afirmando que o amálgama “é seguro, durável e apresenta uma boa relação custo/benefÃcio; não aumenta o risco de doenças sistêmicas”, embora alerte que as mulheres grávidas devem “evitar qualquer intervenção dental”.
Um encontro internacional realizado no Parlamento Europeu em Luxemburgo, em 1999, a respeito do uso de amálgama e materiais pesados, concluiu ser na época, insuficientes a quantidade de dados disponÃveis sobre as alternativas ao amálgama. Também os organizadores do encontro consideraram que, como prevenção, é preciso revisar as práticas atuais em todos os paÃses, e defenderam a eliminação programada do uso de amálgama no tratamento de dentes, visto que os riscos comprovados são suficientemente graves para a população.
O amálgama tem sido usado durante mais de 150 anos pelos dentistas como material para preencher cáries. Nas últimas décadas organismos, pesquisadores, autoridades de saúde estão empenhados na sua substituição e até mesmo na sua eliminação dos tratamentos dentários. Listas rigorosamente elaboradas de contra-indicações já estão disponÃveis ao público, divulgadas inclusive por fabricantes de amálgamas, inclusive na Internet. Consultados informalmente sobre o assunto, pasmem, alguns dentistas brasileiros revelam desconhecer o assunto!
FONTES DE CONSULTA
- “FDA alerta contra uso de amálgama dentário” - Jornal O GLOBO, 04/julho/2008;
- WIKIPÉDIA: Verbete - Amálgama de prata;
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A1lgama_de_prata]
criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes
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