SAÚDE BUCAL EM FOCO

O blog do Prof. Rodrigo Bueno de Moraes é um canal aberto à discussão sobre as questões da saúde bucal e sobre a relevância dos temas da saúde para o cotidiano e a qualidade de vida.

8.12.08

IMBRA é destaque no jornal O Estado de SP

A página A14 do jornal O Estado de São Paulo, de 08/12/2008, destaca uma matéria sobre a Imbra Tratamentos Odontológicos.

O texto é correto em destacar as sugestões da equipe do Procon, da mesma forma que faz justiça à GP investimentos. A empresa teve a oportunidade de destacar as suas considerações sobre o negócio que recentemente passou às suas mãos.

Gostaria de parabenizar a jornalista Fabiane Leite pela maneira polida com a qual registrou o tema, sem partidarismos e com amplo direito de exposição das idéias aos lados envolvidos na discussão – no caso os pacientes, o Procon e a GP Investimentos- na qualidade de detentora dos direitos sobre a marca.

De tudo o que pude ler o que mais me preocupa é a questão da odontologia na mídia. No caso da matéria sobre a Imbra deve-se considerar o seguinte: - esse tipo de exposição significa um ” triste retrato para o momento da nossa profissão”. A requalificação da boa imagem da odontologia perante à opinião pública é de interesse - tanto da empresa, como de todos os profissionais da área. Ninguém ganha ao ser exposto de forma escandalosa pela mídia. Como diriam Roberto Carlos & Bethânia: - vê se entende esse “grito de alerta”…

Não tenho nada contra a implementação de planos de negócio, estratégias de MKT ou de mídia - apenas reitero que devem seguir à risca as normas éticas estabelecidas pelos Conselhos que representam a profissão. Ao meu ver, se isso for cumprido, não há do que reclamar.

Como profissional de saúde sou um cidadão preocupado com a imagem da odontologia que atinge o público em geral e, nesse sentido, torço para que qualquer empresa ou colega do nosso segmento que usufrua de espaço nos meios de comunicação seja bem sucedido, especialmente, em passar a verdadeira mensagem que as pessoas precisam ouvir – a de que a odontologia pode e deve fazer muito por elas.

Entendo que a credibilidade dos profissionais que exercem à atividade de cirurgião-dentista, sejam eles da IMBRA, dos serviços públicos ou particulares deva ser preservada e a beleza da nossa prestação de serviços, ovacionada. Isso fará bem à promoção de saúde.

Que tudo se resolva da melhor forma para os gestores, os pacientes e todos os envolvidos nessa questão que, antes de mais nada, deve dizer respeito à qualidade de vida e ao bem estar daqueles que confiam os seus anseios estéticos e funcionais à partir da boca - sem deixar de lado a repercussão para o todo.

Que as próximas matérias valorizem os cuidados na prevenção e no aprimoramento das ferramentas de promoção da saúde bucal. A maior carência da odontologia moderna são as oportunidades de acesso para quem vê televisão, ouve rádio ou lê revistas e jornais e que segue à mercê do que a ciência pode oferecer como possibilidade de recuperação da dentição e da saúde.

Em 2009 gostaríamos de acessar mais notícias que promovam a saúde bucal e menos alertas que lembrem páginas policialescas feitas à partir dos descontentamentos de pessoas que se julguem mal atendidas ou insatisfeitas.

Só assim a profissão dará um passo à diante. É a hora dos que exercem a odontologia entenderem que a boa imagem do nosso ofício depende de cada um de nós, os promotores de saúde bucal. Vamos arregaçar as mangas e unir esforços pela valorização da nossa atividade.

Em tempo: Uma nova matéria sobre o tema foi apresentada na edição de terça-feira (página A21), do mesmo periódico. O novo texto ganhou requintes de dramaticidade ao abordar questões de foro da Polícia Cívil. Como reiterei no post de ontem, que atualizo hoje, o grande problema desta questão é tratarmos a Odontologia de maneira degradante perante o público formador de opinião.
Definitivamente trata-se de um episódio lamentável para todo o nosso segmento. Isso exigirá muita atitude e bom senso por parte dos profissionais e representantes da odontologia brasileira.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    14:33:43 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

14.11.08

Dia de combate ao Diabete Melito

Hoje é o Dia Nacional de combate ao Diabete. Essa doeça metabólica atinge aproximadamente 10% dos brasileiros e é uma das principais causas para a perda de produtividade e para complicações graves à saúde dos seus portadores.

Assim como em outras doenças crônicas, a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores formas de combate a esse mal.

A odontologia é parceira dos médicos, nutricionistas, educadores fisícos e profissionais de outros segmentos da saúde, vinculados ao atendimento da população portadora.

As complicações bucais, dentárias e gengivais são comuns aos diabéticos e devem ser enfrentadas o quanto antes. As grandes entidades de classe da medicina e da odontologia reconhecem que as doenças das gengivas representam a 6a. complicação, listada pela literatura científica, para portadores do diabete melito.

A evolução da ciência depende, e muito, da conscientização dos pacientes e dos profissionais de saúde - sobre as reais consequências de todas as mazelas que afetam a saúde e a qualidade de vida.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    10:22:25 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

Dentista deve se cadastrar para poder praticar

O Conselho Federal de Odontologia, após anos de debates e de consultas, reconheceu o exercício pelo cirurgião-dentista das práticas integrativas e complementares à saúde bucal. A Resolução CFO-82/2008, publicada no último dia 1° de outubro, no Diário Oficial da União, regulamentou o uso da Acupuntura, Fitoterapia, Terapia Floral, Hipnose, Homeopatia e Laserterapia como terapias auxiliares aos procedimentos odontológicos.

Os interessados terão até o dia 30 de março de 2009 – 180 dias após a publicação da resolução no D.O.U. - , para requerer sua habilitação junto ao CROSP. A taxa de registro é de R$ 106,00. A íntegra da Resolução CFO – 82/2008, com todas as informações sobre a documentação necessária para o requerimento, está no link http://www.crosp.org.br/requerimentos/arquivos/Res_82_2008.pdf.

Não sou contra a fiscalização e a normatização do Conselho Federal para os que pretendem executar esses procedimentos, ao contrário. Eu sou contra a taxação de R$ 106,00.
Baseado em que se definiu por essa taxação que atinge um % muito alto da nossa taxa anual/obrigatória de pagamento dos conselhos de classe. Quem (baseado em que parâmetro), definiu R$ 106,00?

Em um momento de recessão e dificuldades econômicas por todo o mundo, quando propor tratamentos e custos aos pacientes se torna algo justificadamente difícil - especialmente pelas atitudes questionáveis de grandes conglomerados clínicos expostos em propagandas pagas de rádio e Tv - é pertinente nos submetermos a mais essa taxação que só prejudica o exercício da profissão?

Em todos os segmentos de classe, as taxações levam a aumento de custos e o prejudicado é sempre o último na cadeia consumidora - ou seja, O CONSUMIDOR.

Com a palavra os senhores conselheiros e representantes da classe odontológica.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    08:57:17 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

11.11.08

Obesidade:um possível fator de risco a saúde bucal

Pesquisas recentes avaliam até que ponto a tendência à obesidade não representa um risco adicional para o surgimento das doenças dos tecidos que protegem e suportam os dentes - e que são denominadas, de maneira uniforme, por doença periodontal.

É importante ressaltar que um um número representativo de avaliações médicas sugere um perfil de maior risco à inflamação em obesos.

Isso pode justificar o número exorbitante de problemas bucais, cardiovasculares e metabólicos típicos das amostras de indivíduos acima do peso ideal - avaliadas pelas estatísticas dos estudos populacionais.

Alguns ensaios clínicos e científicos - até aqui produzidos - salientam que o controle deste perfil ( especialmente para os que sofrem da obesidade conjugada à falta de atividade fisíca) mostra uma diminuição nesta “tendência de risco inflamatório” que comprometeria todo o organismo.

É importante a continuidade e o aperfeiçoamento desses estudos para julgarmos a força da relação entre a perda de saúde bucal e a obesidade - destacando o estabelecimento da doença periodontal.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    17:25:41 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

6.11.08

Doença circulatória é a que mais mata

As doenças do aparelho circulatório representaram 32,2% das mortes no Brasil em 2005. Associadas à má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e à falta de atividade física, ela é a enfermidade que mais mata. Os dados fazem parte de uma publicação do Ministério da Saúde que traz o perfil da mortalidade dos brasileiros.

Segundo o ministério, os números mostram as conseqüências da urbanização rápida e do desenvolvimento do País. No passado, as doenças infecciosas e parasitárias, como diarréias, tuberculose e malária eram as que mais matavam.

De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em 1930, elas representavam 46% das mortes nas capitais, contra 12% dos óbitos relacionados a doenças cardiovasculares. Os dados confirmam que o perfil da mortalidade mudou no País ao longo dos anos.

No Sudeste, as doenças do aparelho circulatório matam 33% da população. No Sul, 32,9%, no Nordeste, 31,9%, no Centro-Oeste, 31% e 24,9% no Norte.

“Comer alimentos com excesso de gorduras, de açúcares e de sal, além de fumar e consumir abusivamente bebidas alcoólicas, potencializam o risco de uma pessoa ter um quadro de doença circulatória, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), conhecida como derrame”, afirma o diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde (Dasis) do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio.

Ao separar por causas específicas, dentro do grupo das doenças do aparelho circulatório, o AVC aparece como a que mais mata. Em 2005, 90.006 pessoas perderam a vida por isso, o que representa 31,7% das mortes decorrentes de problemas circulatórios e 10% dos óbitos totais do País.

Cabe reiterar, ao texto acima, divulgado pelo site www.terra.com.br, que as infecções dentárias e gengivais podem atuar como possíveis predisponentes aos problemas do coração e da circulação, conforme divulga o site da Sociedade Brasileira de Periodontologia-SOBRAPE

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    15:01:54 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

21.10.08

Saúde Bucal na internet

Visite os sites www.sobrape.org.br e www.sobrape.com.br e obtenha informações valiosas para leigos e profissionais. Sites imperdíveis e que merecem a visitação.  

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    14:51:19 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

11.9.08

Saúde bucal ajuda a saúde do coração

Artigo reproduzido pelo www.veja.com.br e publicado pela France Press, sob o título: " Escovar os dentes faz bem ao coração " destaca a importância dos cuidados para a promoção de saúde bucal para o coração. O conteúdo da matéria é reforçado pelo livro que a Sociedade Brasileira de Periodontologia e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo publicaram em conjunto no ano de 2007. Leitura recomendada aos preocupados com a integração das áreas de saúde  

 

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    13:35:44 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

15.8.08

O SONHO DA 3a. DENTIÇÃO…

Publicado pelo Jornal Folha de SP em 15.08.2008

Dupla de pesquisadores usa célula-tronco para produzir dente novo.
O feito desses paulistas foi obtido em ratos, usando células humanas. Os dentes cresceram em três meses na própria mandíbula do animal e o objetivo, agora, é o de testar a segurança da nova técnica em seres humanos. 
Criar um dente novo a partir de um velho, e ainda usando o famigerado siso, deverá ser viável em até uma década. Quem promete é uma dupla de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo.
Os estudos realizados pelos dentistas Silvio e Mônica Duailibi no Departamento de Cirurgia Plástica da Unifesp ainda não são feitos em humanos, mas estão próximos disso.
Por enquanto, o mais recente resultado científico da dupla, publicado neste mês no periódico "Journal of Dental Research", mostra que é viável fazer crescer dentes em ratos usando células-tronco adultas extraídas de um outro dente.
Estudos anteriores do casal haviam mostrado que é possível fazer o órgão surgir no abdômen do roedor. Agora, o avanço foi maior.
"Nós conseguimos fazer com que o dente nascesse no lugar onde ele realmente deveria crescer, na mandíbula", diz Silvio Duailibi. "O processo ocorreu em três meses e deu origem a um dente com todas as suas estruturas, mas ainda sem as dimensões normais."
Para chegar aos dentes nos ratos -o grupo também já testou com sucesso o uso de células humanas neste processo- é preciso ter em mãos três ingredientes básicos, diz a dupla.
O primeiro são as células-tronco, que no caso humano poderão ser retiradas do siso. Elas são colocadas em um polímero que vai servir como uma espécie de "cimento" para que as células possam ser fixadas na mandíbula. Após fazer esse papel, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo.
O veículo com a matéria-prima celular ainda precisa de um empurrãozinho, no caso um tecido vascularizado, para poder fazer com que o dente, ainda sem uma função definida, realmente cresça.
"Em termos genéticos, ao usarmos as células de um dente jovem na base do processo, estamos fazendo despertar uma espécie de memória genética que as células têm", diz Mônica.
Ou seja, usar as polêmicas células-tronco embrionárias (que são retiradas do embrião morto) não resolveria muita coisa neste caso, já que estas não possuem memória nenhuma.
Além disso, orientar a organização dos tecidos celulares para que todas as partes do dente cresçam corretamente é muito mais fácil com as células adultas. Elas, no passado, já passaram por este mesmo processo uma vez.
Apesar dos obstáculos científicos que existem pela frente, é possível, segundo Mônica, imaginar que em menos de dez anos as pessoas já poderão desfrutar das suas terceiras dentições biológicas, depois de passarem pela de leite e também pela da fase adulta.
O mais importante, segundo a dupla, é ter a certeza de que o método é seguro e confiável. A reintrodução de células em um paciente, mesmo que seja do próprio, pode embaralhar o ciclo celular -processo que, em tese, é o mesmo que faz aparecer os tumores.
"Nossa meta agora é testar a eficácia desta técnica. Mesmo porque, em um primeiro momento, o paciente vai pagar caro por isso e precisamos ter certeza que tudo vai funcionar como o esperado", diz Silvio.
A dupla, afirma, está otimista. "Esse caminho da bioengenharia é uma opção bastante viável não apenas para os implantes dentários, mas também para todos os transplantes de órgão", diz Mônica.
Segundo a pesquisadora, no médio prazo, a técnica pode ser mais barata para as políticas públicas de saúde do que os tratamentos utilizados hoje, especialmente para os mais velhos: no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 56% dos idosos não possuem sequer um dente funcional.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    17:43:39 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

30.7.08

ESTADÃO DESTACA DIAGNÓSTICO BUCAL DE OSTEOPOROSE

MATÉRIA DO CADERNO VIDA& página a15 do jornal O Estado de São Paulo, de 30 de julho de 2008, valoriza o papel da análise por um especialista da radiografia panorâmica para confirmação da ocorrência de OSTEOPOROSE.
Parabéns ao Dr. André F Leite de Brasilia pela descoberta e pela pesquisa que resultou nessa importante e barata ferramenta de análise desta condição desfavorável à saúde.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    11:13:17 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

24.7.08

A má educação reflete na má conduta…

A “Clínica Orthodent” foi denunciada, junto ao Conselho de Ética do CROSP por fazer panfletagem em ruas, o que desrespeita a Lei Cidade Limpa, da Prefeitura de São Paulo. Moças foram flagradas distribuindo folhetos e, ao mesmo tempo, abordando pessoas na rua para oralmente divulgarem a referida clínica. Dentre as falas (”chaveco”), diziam as moças que a “clínica Orthodent” oferece “aparelho ortodôntico grátis” o que é proibido pelo nosso Código de Ética.

Seria muito bom que o CROSP, através de seu jornal, orientasse regularmente o que é ou não permitido fazer, de forma didática e pedagógica. Não adianta só citar secamente o Código de Ética. As informações devem ser claras, precisas e objetivas. Seria muito bom também que estimulasse os colegas a fazerem denúncias e como fazê-las. E ainda, que os auxiliasse, efetivamente, na produção de provas.

Mais uma sugestão: que se estabeleça para as propagandas impressas o tamanho mínimo das letras que compõem o nome do responsável pela clínica. Do jeito que estão fazendo, fica claro que tem “caçador” se envergonhando do próprio nome.

Fonte: JUSTAAPCD

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    12:30:56 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

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