SAÚDE BUCAL EM FOCO

O blog do Prof. Rodrigo Bueno de Moraes é um canal aberto à discussão sobre as questões da saúde bucal e sobre a relevância dos temas da saúde para o cotidiano e a qualidade de vida.

20.10.08

A tragédia e seu legado

A circunstância da morte da jovem Eloá, como consequência trágica do sequestro recentemente acompanhado por todo o Brasil, deve servir de alerta para autoridades, mídia e curiosos - mais preocupados com o show do que com a vida.

O sensacioalismo por trás das câmeras de televisão fizeram com que o pouco caso com o ser humano, como o retratado no filme "O Show de Truman", pareçam água com açucar quando comparado com o que as autoridades e os apresentadores de jornalísticos baratos fizeram aqui.

É hora de repensar a mensagem que fica e rever o perfil das coberturas  que, de acordo com relato do chefe da ação policial, moldaram as atuações da polícia e dos investigadores mais preocupados com o que iam pensar as pessoas e menos em planejar o resgate das vítimas com vida e sem sequelas. 

A única atitude digna de nota positiva, após a triste passagem, foi a da família de Eloá - que graças a evolução das ciências médicas - teve um enorme ato de amor ao próximo - ao oferecer a oportunidade de qualidade de vida para pessoas necessitadas, por conta da doação dos orgãos da refém vitimada.  

É hora da sociedade rever - de forma crítica - como se porta perante as dificuldades alheias. MENOS TV, IBOPE e  BOPE…MAIS AMOR E VALOR A VIDA!  

Não podemos aceitar que mocinhos sejam alvejados por bandidos loucos e desequilibrados. Quem viu o depoimento do oficial da SWAT americana sobre os erros cometidos na operação deve estar ainda mais estarrecido, como fiquei.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    16:36:01 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

8.10.08

A voz do povo é a voz de Deus ?

Em questionário recente, realizado pela internet, o site do TERRA destacou a opinião positiva de mais de 90% dos quase 23.000 internautas que voluntariamente responderam uma enquete em que afirmavam concordar com as pesquisas utilizando células - tronco.

Diante desses dados como conectar a linguagem e o pensamento dos cléricos com o da sociedade?

É possível parafrasear a velha máxima do Rei do Futebol - Pelé, de que a voz do povo é a voz de Deus?  

Com a palavra ministros, sociólogos, religiosos e todas as pessoas da nossa sociedade…

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    14:47:46 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

29.9.08

Qualidade de vida x Quantidade de vida

Matéria publicada pelo jornal OESP - p. A 20, dia 29/09/2008, destaca:

Em média o brasileiro vive 13,5 anos doente

Apesar da expectativa de vida crescer de 69,3 para 72,7 anos, nos últimos dez anos, o tempo de vida saudável acima dos 60 anos é bem inferior ao de países desenvolvidos.

O representante do IPEA e autor da pesquisa Milko Matijascic afirma:

” Aos 60 anos é comum o brasileiro  viver por mais de uma década em condições precárias ,  o que tem impacto nas finanças públicas pela perda de produtividade e gastos médico/hospitalares altos.

O mesmo quadro é observado na odontologia como ressaltou o Dr. Fernando Brunetti em recente entrevista concedida ao programa Saúde Bucal em Foco da Rádio Record.

Em época de promessas eleitoreiras para a saúde é bom rever o conceito e a especialização dos nossos futuros gestores - a maioria mal preparados para tratar das questões fundamentais ao tema.

Pense e vote com consciência nas eleições municipais.

Até breve!

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    09:36:37 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

11.9.08

Saúde bucal ajuda a saúde do coração

Artigo reproduzido pelo www.veja.com.br e publicado pela France Press, sob o título: " Escovar os dentes faz bem ao coração " destaca a importância dos cuidados para a promoção de saúde bucal para o coração. O conteúdo da matéria é reforçado pelo livro que a Sociedade Brasileira de Periodontologia e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo publicaram em conjunto no ano de 2007. Leitura recomendada aos preocupados com a integração das áreas de saúde  

 

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    13:35:44 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

5.9.08

Lula faz apologia ao cigarro.

Apesar do empenho dos segmentos da saúde e do ministro José Gomes Temporão em restringir, ainda mais, o acesso a locais públicos para fumantes, o presidente Lula, desprovido da consciência necessária a um ocupante deste cargo público, disse que não irá colaborar com o projeto liderado pelo seu ministro da saúde por considerar um “direito do indivíduo fumar aonde achar que deve e entender como um exagero o ato de coibir o cigarro a esse ponto”.

O tema mereceu destaque na edição de hoje da rádio Band News, pela manhã, com os jornalistas Ricardo Boechard e Mônica Bergamo.

Os dois, indignados, salientaram que Lula se comprometeu a “apoiar” os “direitos dos fumantes”, enquanto baforava mais uma daquelas suas horrorosas cigarilhas.

Como disse o âncora da Band News, - “o presidente só faz isso por se apoiar em uma popularidade de 70% e que nunca praticaria tamanha desfeita se estivesse em meio a uma crise de governo.”

Na minha opinião essa atitude é suficiente para gerar uma crise de governo. Fosse eu o ministro Temporão, renunciaria em nome dos bons modos e dos exemplos que exaltem a importância da saúde para o desenvolvimento do país.

Depois não perguntem as causas do “caos nos hospitais das faltas de verba para doentes, dos altos indíces de câncer e problemas cardíacos em fumantes passivos”.

Se até o presidente da república despreza e desdenha do tema…. o que poderemos fazer? Profissionais da saúde, chegou a hora de responder à altura e dar um basta aos fanfarrões que ignoram o direito supremo à qualidade de vida e ao bem estar.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    09:31:30 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

1.9.08

Será esse o caminho da cura para o câncer?

Cientistas do Wistar Institute, no Estado da Filadélfia, mapearam a enzima responsável pela reprodução “infinita” das células cancerosas, dando um grande passo na criação de novos remédios para o tratamento de câncer, segundo o estudo publicado na revista Nature.
Os cientistas conseguiram mapear a estrutura da parte mais ativa da telomerase, que, quando ativa, ajuda as células a se reproduzir, e que está em pleno funcionamento em nove a cada dez tipos de tumor.

A descoberta pode levar à criação de remédios que bloqueiem a enzima.

Todas as células do corpo têm esse relógio natural, os telômeros, que diminuem cada vez que as células se dividem.

Depois de um determinado número de divisões, na maioria das células, os telômeros diminuem de tamanho chegando a um ponto em que não se dividem mais. O processo é responsável pelas mudanças no corpo durante o envelhecimento, quando a divisão das células diminui.

Algumas células, no entanto, como células-tronco embrionárias, usam a enzima telomerase para manter o comprimento dos telômeros, e muitos tumores “seqüestram” a enzima para alimentar seu crescimento indeterminado.

Efeitos colaterais

O pesquisador Emmanuel Skordalakes disse que o mapa detalhado ajudaria a identificar alvos moleculares para os remédios.

“A telomerase é um alvo ideal para o tratamento de quimioterapia, porque está ativa em quase todos os tumores humanos, mas inativa na maioria das células normais”, diz ele.

“Isso quer dizer que um remédio que desative a telomerase provavelmente funcionaria contra todos os tipos de câncer, com poucos efeitos colaterais.”

“A telomerase controla a evolução dos cânceres e é uma característica chave das células cancerosas humanas”, disse o professor Rob Newbold, da Brunel University, em Uxbridge.

“A idéia é que, desta maneira, que você pode transformar células cancerosas imortais em mortais, bloqueando a telomerase.”

Segundo ele, a descoberta da estrutura é “muito importante” e certamente ajudará na fabricação de novos remédios.

Fonte: BBC Brasil

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    10:39:22 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

15.8.08

O SONHO DA 3a. DENTIÇÃO…

Publicado pelo Jornal Folha de SP em 15.08.2008

Dupla de pesquisadores usa célula-tronco para produzir dente novo.
O feito desses paulistas foi obtido em ratos, usando células humanas. Os dentes cresceram em três meses na própria mandíbula do animal e o objetivo, agora, é o de testar a segurança da nova técnica em seres humanos. 
Criar um dente novo a partir de um velho, e ainda usando o famigerado siso, deverá ser viável em até uma década. Quem promete é uma dupla de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo.
Os estudos realizados pelos dentistas Silvio e Mônica Duailibi no Departamento de Cirurgia Plástica da Unifesp ainda não são feitos em humanos, mas estão próximos disso.
Por enquanto, o mais recente resultado científico da dupla, publicado neste mês no periódico "Journal of Dental Research", mostra que é viável fazer crescer dentes em ratos usando células-tronco adultas extraídas de um outro dente.
Estudos anteriores do casal haviam mostrado que é possível fazer o órgão surgir no abdômen do roedor. Agora, o avanço foi maior.
"Nós conseguimos fazer com que o dente nascesse no lugar onde ele realmente deveria crescer, na mandíbula", diz Silvio Duailibi. "O processo ocorreu em três meses e deu origem a um dente com todas as suas estruturas, mas ainda sem as dimensões normais."
Para chegar aos dentes nos ratos -o grupo também já testou com sucesso o uso de células humanas neste processo- é preciso ter em mãos três ingredientes básicos, diz a dupla.
O primeiro são as células-tronco, que no caso humano poderão ser retiradas do siso. Elas são colocadas em um polímero que vai servir como uma espécie de "cimento" para que as células possam ser fixadas na mandíbula. Após fazer esse papel, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo.
O veículo com a matéria-prima celular ainda precisa de um empurrãozinho, no caso um tecido vascularizado, para poder fazer com que o dente, ainda sem uma função definida, realmente cresça.
"Em termos genéticos, ao usarmos as células de um dente jovem na base do processo, estamos fazendo despertar uma espécie de memória genética que as células têm", diz Mônica.
Ou seja, usar as polêmicas células-tronco embrionárias (que são retiradas do embrião morto) não resolveria muita coisa neste caso, já que estas não possuem memória nenhuma.
Além disso, orientar a organização dos tecidos celulares para que todas as partes do dente cresçam corretamente é muito mais fácil com as células adultas. Elas, no passado, já passaram por este mesmo processo uma vez.
Apesar dos obstáculos científicos que existem pela frente, é possível, segundo Mônica, imaginar que em menos de dez anos as pessoas já poderão desfrutar das suas terceiras dentições biológicas, depois de passarem pela de leite e também pela da fase adulta.
O mais importante, segundo a dupla, é ter a certeza de que o método é seguro e confiável. A reintrodução de células em um paciente, mesmo que seja do próprio, pode embaralhar o ciclo celular -processo que, em tese, é o mesmo que faz aparecer os tumores.
"Nossa meta agora é testar a eficácia desta técnica. Mesmo porque, em um primeiro momento, o paciente vai pagar caro por isso e precisamos ter certeza que tudo vai funcionar como o esperado", diz Silvio.
A dupla, afirma, está otimista. "Esse caminho da bioengenharia é uma opção bastante viável não apenas para os implantes dentários, mas também para todos os transplantes de órgão", diz Mônica.
Segundo a pesquisadora, no médio prazo, a técnica pode ser mais barata para as políticas públicas de saúde do que os tratamentos utilizados hoje, especialmente para os mais velhos: no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 56% dos idosos não possuem sequer um dente funcional.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    17:43:39 — Arquivado em: Odontologia & Saúde

11.8.08

Novo esmalte para os dentes

Fonte:
BBC Brasil

21/07/2008

Cientistas criam produto que recupera esmalte dos dentes

Cientistas britânicos estão desenvolvendo uma solução bucal que seria capaz de ativar a formação de um novo esmalte dentário e, assim, reduzir a necessidade do uso de brocas e de obturações em tratamentos odontológicos.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Leeds, a solução, aplicada diretamente nos dentes, contém com uma proteína que se juntaria ao cálcio natural para reconstituir o esmalte.

Jennifer Kirkham, que lidera a equipe, explica que os dentes se degeneram pela ação de ácidos produzidos por bactérias presentes na boca, que provocam o surgimento de cáries.

Quando as cáries são grandes, os dentistas geralmente as cobrem retirando a área danificada e colocando em seu lugar uma obturação.

A nova solução bucal poderia ser usada em casos iniciais, quando os buracos ainda são microscópicos, e não eliminaria a necessidade do uso da broca e de obturações em casos de cáries mais graves.

Dentes sensíveis

A solução seria aplicada diretamente no dente, cobrindo os buracos. Uma vez dentro das cavidades nos dentes, o fluido se transformaria em um gel que se juntaria ao cálcio natural do dente, reconstituindo o esmalte.

Essa seria uma saída para as pessoas que sentem dor nos dentes ao tomar bebidas ou comer alimentos frios ou quentes demais - o que pode ser um sinal da presença dessas cavidades microscópicas - e evitaria o avanço das cáries para formas mais graves.

"(O processo) provoca um reparo natural nos dentes, sem a dor ou o desconforto geralmente associado à perfuração da broca", afirmou Kirkham.

A equipe acredita que a solução poderá entrar em fase de testes no próximo ano e que a licença para o uso deve sair em cinco anos.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    22:22:33 — Arquivado em: Sem categoria

5.8.08

PILULA CONTRA A AIDS

Será que uma pílula de uso diário pode ajudar a prevenir a infecção pelo HIV, o vírus causador da aids? Ninguém sabe ao certo. Mas pesquisadores de diversos países estão conduzindo testes para determinar se isso é possível, e novos experimentos estão sendo planejados para testar a estratégia, nunca antes aplicada, de utilizar uma pílula - ou combinação de pílulas de uso diário - a fim de prevenir a contaminação pelo HIV.

Pela metade de 2009, haverá mais gente participando de testes como esses do que em todos os programas de vacinas e microbicidas de prevenção do HIV, de acordo com a Coalizão em Defesa de uma Vacina contra a Aids, em um relatório divulgado domingo na abertura da 17ª Conferência Internacional contra a Aids, na Cidade do México.

As constatações iniciais quanto à segurança e efetividade do produto podem surgir no começo do ano que vem, ainda que os pesquisadores não tenham idéia de como o método possa se sair diante dos resultados decepcionantes de outros testes recentes de vacinas e microbicidas de combate ao HIV - produtos químicos que uma mulher pode usar em seu órgão sexual para prevenir a infecção por HIV.

Diante dos resultados desanimadores das provas recentes, alguns especialistas em aids dizem que o teste do uso profilático de medicamentos de combate ao retrovírus da aids - um método conhecido como PrEP, abreviatura em inglês de "profilaxia pré-exposição" - agora se tornou a abordagem mais promissora entre os esforços de prevenção do HIV, ainda que as pesquisas quanto a vacinas e microbicidas devam continuar.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que divulgou relatório no último sábado demonstrando que o número de novas infecções por HIV nos Estados Unidos em anos recentes na verdade foi 40% superior aos resultados que vinham sendo reportados há bastante tempo, afirmou também que o uso da PrEP estava entre as estratégias que precisariam ser desenvolvidas a fim de reduzir substancialmente a incidência do HIV.

Um total estimado em 2,7 milhões de pessoas contrai o HIV a cada ano em todo o mundo.

"Não podemos esperar pelos resultados do estudo para começar a preparar o uso e os meios de distribuição mais adequados do PrEP", disse Pedro Goicochea, investigador em um estudo de PrEP que está em curso no Peru e Equador.

"Em lugar disso, deveríamos antecipar as futuras tendências e resultados prováveis desses testes, e começar a preparar planos realistas para que a PrEP possa ser aplicado àqueles que possam se beneficiar do método, de maneira tão rápida e segura quando possível, caso sua efetividade venha a ser confirmada".

A Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças e a Fundação Bill & Melinda Gates estão pagando por parte dos dois testes.

As organizações decidiram empreender os testes devido ao sucesso no uso de medicamentos de combate a retrovírus por gestantes, a fim de impedir que seus fetos em gestação contraíssem o HIV e malária.

Em 2007, a Family Health International concluiu um estudo semelhante quanto ao uso do tenofovir, um medicamento de combate a retrovírus, como forma de prevenir o HIV entre mulheres jovens de Gana, e ofereceu os primeiros dados que demonstram que seu uso era tão seguro quando aceitável entre usuários não infectados.

Mas o estudo não indicou seu uso de PrEP era efetivo na prevenção de novas infecções.

Estudos com um pequeno número de primatas não humanos deram a entender que o uso da PrEP pode ajudar a reduzir a infecção por uma forma simiesca de HIV em primatas não humanos.

Os estudos iniciais da PrEP envolvem o uso de tenofovir, sozinho ou em combinação com outro medicamento, a emtricitabine.

As pessoas infectadas que utilizam esses medicamentos licenciados demonstraram efeitos colaterais limitados, tais como náusea, vômito, diarréia e gases intestinais.

Mas o uso seguro dos remédios precisa ser estabelecido entre pessoas não infectadas, bem como entre os participantes que se infectaram ao longo do período de estudo.

Os participantes dos testes incluem homens homossexuais e bissexuais, homens e mulheres heterossexuais, casais nos quais um dos parceiros porta o HIV e trabalhadores do sexo.

A expectativa é que haja até 15 mil pessoas participando dos testes até a metade de 2009. Os locais de teste incluem África do Sul, Botswana, Brasil, Equador, Estados Unidos, Malaui, Peru, Quênia, Tanzânia, Tailândia e Uganda.

A circuncisão masculina se provou efetiva em número significativo de pessoas com HIV negativo testadas na África.

Pelo fato de que o PrEP também pode funcionar em porcentagem significativa de usuários não atingidos, a coalizão pelo desenvolvimento de vacinas contra a aids e outras organizações de pesquisa vêm alegando que chegou a hora de que os governos, as autoridades de saúde, os doadores, os pesquisadores e os proponentes da pesquisa sobre a aids se preparem para difundir ao máximo os benefícios de saúde pública caso a estratégia de prevenção por meio de medicamentos se prove eficaz.

Um motivo para que isso seja urgente, dizem os envolvidos, é que mesmo que uma estratégia de PrEP se prove frutífera, ela não poderia resolver todos os problemas de imediato.

A PrEP teria de ser combinada a medidas mais convencionais de prevenção, como práticas de uso seguro, uso de camisinhas e de seringas limpas e programas de aconselhamento.

Os governos precisariam se preparar para a aquisição mundial dos medicamentos usados na PrEP, preparar as equipes de funcionários necessárias a distribuir os remédios e aconselhar os usuários e determinar quem pagará pelos custos, afirmou a coalizão, que se define como uma organização internacional sem fins lucrativos para a defesa da comunidade e do consumidor.

Também seria necessário levar em conta o que fazer caso participantes venham a ser infectados, e os resultados de diversos testes teriam de estar disponíveis antes que uma política de PrEP ampla fosse recomendada.

Os resultados podem ser difíceis de interpretar, porque os testes estão sendo conduzidos de maneiras diferentes e podem produzir constatações divergentes, de acordo com o relatório da coalizão.

Os especialistas em estatísticas teriam de enfrentar o desafio envolvido em agregar os resultados de todos esses estudos.

O relatório também aponta que as constatações iniciais provavelmente suscitariam questões merecedoras de maior estudo, como determinar se o uso intermitente das pílulas preventivas ¿ especialmente logo antes do ato sexual- poderia ser efetivo.

Os pesquisadores que conduzem os estudos disseram que o trabalho está levando mais tempo do que esperavam inicialmente. Entre os problemas está o fato de que recrutar voluntários vem sendo mais demorados do que eles esperavam, e a estigmatização real ou em termos perceptuais dos participantes.

O relatório está disponível online em www.avac.org/prep08.pdf.

Fonte: The New York Times

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    15:20:39 — Arquivado em: Saúde & Sociedade

30.7.08

ESTADÃO DESTACA DIAGNÓSTICO BUCAL DE OSTEOPOROSE

MATÉRIA DO CADERNO VIDA& página a15 do jornal O Estado de São Paulo, de 30 de julho de 2008, valoriza o papel da análise por um especialista da radiografia panorâmica para confirmação da ocorrência de OSTEOPOROSE.
Parabéns ao Dr. André F Leite de Brasilia pela descoberta e pela pesquisa que resultou nessa importante e barata ferramenta de análise desta condição desfavorável à saúde.

criado por Rodrigo G. Bueno de Moraes    11:13:17 — Arquivado em: Odontologia & Saúde, Saúde & Sociedade

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